sexta-feira, 27 de julho de 2012

MEDICAMENTOS, SUPLEMENTOS E DROGAS QUE PODEM AUMENTAR A PRESSÃO ARTERIAL

   Alguns medicamentos, suplementos e drogas ilícitas e lícitas podem aumentar a pressão arterial (PA) em pessoas normotensas, ou piorar os hipertensos, através de mecanismos direros ou indiretamente interagindo com os anti-hipertensivos, diminuindo os seus efeitos. Na maioria a PA pode melhorar após a retirada do fator causador, mais algumas podem ter danos irreversível, principalmente nos rins e ser necessário o uso permanente de anti-hipertensivos. As causas da hipertensão arterial secundária, que corresponde a 5% da população hipertensa, são numerosas, e entre elas temos a hipertensão arterial causada por drogas.
   Paracetamol:
O uso de paracetamol diariamente pode desenvolver hipertensão. No entanto, não há nenhuma evidência de que, o uso ocasionalmente deste medicamento, aumente a pressão arterial (PA) a longo prazo.  Os analgésicos afetam a PA por diferentes formas, alternância entre eles pode ser a solução.
   Antidepressivos:
Antidepressivos funcionam alterando a resposta do organismo as substâncias químicas no cérebro, incluindo serotonina, noradrenalina e dopamina, que afetam o humor. Estes medicamentos podem aumentar a pressão arterial. Exemplos de antidepressivos que podem elevar a pressão arterial incluem: Venlafaxina, bupropiona desipramina, fenelzina e imipramina.
  Anticoncepcionais:
Os anticoncepcionais e outros dispositivos hormonais para controle da natalidade podem aumentar a PA através da constricção dos pequenos vasos e estimulação do SRAA. Praticamente todos os anticoncepcionais, adesivos e anéis vaginais podem aumentar a PA. Nos que já são hipertensos, deve-se considerar o uso de uma forma diferente de controle de natalidade. A pressão arterial pode ser menos susceptível ao anticoncepcional ou dispositivo que contém uma dose mais baixa de estrogênio.
  Cafeína:
A cafeína pode aumentar temporariamente a PA ao estimular a produção de cortisol e adrenalina. Exemplos de produtos que contêm cafeína e incluem: Pílulas de cafeína, cafeína do café, energéticos etc.
Não há evidências suficientes para provar que a cafeína aumenta a pressão arterial a longo prazo, alguns médicos sugirem limitar a quantidade diária de cafeína a não mais do que 200 miligramas (355 ml de café).
  Descongestionantes nasais:
Os descongestionantes  aumentam a pressão arterial por vasoconstricção (estimulação simpática).  Exemplos de descongestionantes incluem: Pseudoefedrina, fenilefrina, oximetazolina.
  Suplementos de ervas:
A maneira como cada os suplementos de ervas aumenta a pressão arterial varia.  Exemplos de suplementos de ervas que podem afetar a pressão ou medicamentos para pressão arterial incluem:  Laranja amarga, ephedra, ginseng, guaraná, alcaçuz e erva de São João.
  Imunossupressores:
Alguns imunossupressores podem elevar a pressão arterial, através da retenção de sódio e água ao nível renal, estimulação simpática, aumento da liberação da endotelina. Os principais são: Ciclosporina, metilprednisolona, tacrolimus.
  Corticóides:
Os corticosteróides elevam a PA através da retenção de sódio, e aumento da reatividade vascular à angiotensina II e norepinefrina. Exemplos: Prednisona, dexametasona, hidrocortisona e metilpredsolona.
  Antiinflamatórios não-esteróides (AINEs):
Os AINEs podem aumentar a PA principalmente através da retenção de sódio e água ao nível renal e bloqueio da síntese das prostaglandinas. Exemplos de NSAIDs incluem: Ibuprofeno, meloxicam, naproxeno sódico
  Estimulantes:
Estimulantes, como o metilfenidato (Ritalina), podem causar aumento da frequência cardíaca, arritmias e aumento da pressão arterial.
  Drogas ilegais:
As drogas ilegais pode elevar a pressão arterial causando vasoconstricção, aumento da FC, além de danos ao músculo cardíaco. Exemplos de drogas ilícitas que podem afetar o seu coração incluem: As anfetaminas, esteróides anabolizantes, cocaína, ectasy, maconha e fenciclidina (PCP).
   Outras: Eritropoetina, carbenoxolona, licor, bebidas alcoólicas, hormônios tireoidianos, etc
Referências: Mayo Clinic, ABC-SBC

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